sábado, 2 de maio de 2009

henri michaux

Michaux surgiu como uma espécie de meteoro na paisagem literária. A sua necessidade surge-nos a posteriori, mas a priori nada nos permitia pressenti-la. De facto vemos mais ou menos de onde ele vem, sai de uma conjunção de fantasmas de Lautréamont e da etnologia fantástica de Swift, ou de Voltaire e outros, mas aquilo que retirou das suas fontes, das suas raízes é original e extremamente diversificado. Creio que se lê Michaux muito directamente ao contrário do que acontece com muitos outros poetas em relação aos quais somos obrigados a alguma cerimónia. Michaux não requer cerimónia, não requer nenhuma cultura prévia ou reverência. Acedemos directamente à sua obra porque ele fala à nossa intimidade. Há uma imensa parte da sua obra onde reconhecemos uma parte de nós próprios, os nossos medos e os nossos demónios também. Há uma outra, em que ele nos aparece como um guia que nos conduz por um caminho de experiências extraordinárias e surpreendentes, quer por países exóticos, quer pelo país da mescalina.» Jean-Charles Gateau

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