
http://br.youtube.com/watch?v=Lyj6UynpSEQ&feature=related
Pierre Boulez (Primera Parte)
http://br.youtube.com/watch?v=5QjpgUfehk0
- Tomei algumas notas... falar consigo é falar com a história e o seu protagonista...(risos)...Hoje de novo Bartok... e de novo muitos problemas de ritmo...Pierre Boulez - Sim. Existem problemas porque Bartok é difícil....AT - Sim. Mas esta orquestra (Wiener Philharmoniker) é para muitos a melhor do mundo...PB - Mas existem sempre problemas de ritmo não importa com que orquestra entre as melhores do mundo. Mesmo com os melhores solistas do mundo podem acontecer problemas, quando a música é difícil e quando não é tocada frequentemente....Eu penso que enquanto a questão rítimica não estiver resolvida a música não adquire clareza. Sobretudo em dois compositores a questão rítmica é fundamental: Bartok e Stravinsky.AT - Sabia que ia falar em Stravinsky...PB - Claro que sim. Eles introduziram um vocabulário rítmico e uma maneira de falar, na medida em que nos referimos ao ritmo, diferentes da tradição. Sobretudo da tradição austro-alemã, onde não se encontram este género de ritmos.AT - Lembro-me que gravou "La Mer" com uma orquestra americana...PB - Cleveland...AT - E esse registo continua a ser uma referência...PB - Sim. AT - Mesmo depois de outros chefes-de-orquestra famosos a terem feito, a sua continua, para mim, a ser a grande referência. E isso devido exatamente a aspectos dinâmicos e de ritmo...PB - O rubato... A liberdade com o texto não é uma liberdade gratuíta mas uma liberdade concebida com base no texto. ...AT - Por outro lado, e isto é recente, fez uma genial gravação da segunda do Mahler com esta orquestra (Wiener Philharmoniker).

Entrevista a Pierre Boulez: por Jorge Lima Barreto
http://homepage.mac.com/vitor.rua/iblog/C633734543/E130786070/index.html
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